Muitas empresas acreditam que podem desligar seus file servers e migrar tudo para OneDrive ou SharePoint. Essa ideia parece simples, mas não funciona em cenários corporativos que exigem retenção de longo prazo, compliance e escala.
OneDrive e SharePoint são ferramentas de colaboração. Ótimas para equipes, mas limitadas para guarda de documentos por 10, 15 ou 20 anos. O espaço de 25 TB não atende áreas como financeiro ou jurídico. A performance não suporta aplicações que dependem de acesso direto a arquivos. E as políticas de retenção não se comparam às de um file server corporativo.
A solução correta é uma arquitetura híbrida que combina o legado on-premises com a nuvem corporativa do Azure:
- File Servers on-premises continuam existindo, garantindo compatibilidade e acesso local.
- Azure File Sync conecta esses servidores ao Azure, sincronizando dados e permitindo tiering automático.
- Azure File Share recebe os dados sincronizados e mantém a integração com o ambiente local.
- Azure Data Factory (ADF) é responsável por migrar os arquivos do File Share para o Blob Storage, já que o Blob não consegue ingerir SMB/NFS diretamente.
- Azure Blob Storage é o destino final, com camadas Hot, Cool e Archive. Dentro dele, o Lifecycle Management aplica regras automáticas de retenção e movimentação entre camadas, reduzindo custos e garantindo compliance.

Essa arquitetura é modular, escalável e suportada oficialmente pela Microsoft. Ela resolve o problema de retenção de documentos por décadas, reduz custos com automação e mantém a performance necessária. É a resposta corporativa real para quem precisa evoluir além do file server tradicional sem perder controle, segurança ou conformidade.